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A Panificação no Brasil


O segmento de panificação e confeitaria no Brasil representa um faturamento anual aproximadamente de R$ 70,29 bilhões e gerando 802 mil empregos diretos e 1,85 milhão de forma indireta, com dados de 2012 segundo o Instituto Tecnológico ITPC e a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria – ABIP.

A elasticidade do Mercado, especialmente a partir do plano real, resulta na estabilização dos custos para o panificador e dos preços para o consumidor. Um dos resultados dessa situação foi o avanço da participação dos supermercados principalmente sobre o mercado das pequenas padarias. Assim, houve o aumento do consumo pela classes menos favorecidas e a procura de novos produtos pela classe média.

Esse melhoria na situação do mercado da panificação é representada pela oscilação do número de padarias existentes no Brasil. Em um resgate histórico temos dados que no ano de 1984 estimava-se cerca de 32 mil padarias artesanais no Brasil, já em 1994 este quantitativo elevou-se para cerca de 50.000. Ainda com crescimento identificado em 1996 trazendo 52.000 pequenas empresas de panificação. A elevação na quantidade de padarias ocorreu em virtude de empreendedores aplicando ou mudando de ramo, desempregados investindo em negócio próprio, como "mini-padaria", nascendo e se concretizando esse novo conceito. Essa novidade se deve especialmente pela influência de órgãos como Sebrae, entre outros.

Assim, a concorrência no mercado de panificação fica cada vez mais acirrada, isso se deve também à mudança no perfil do consumidor e a entrada de novos empresários no setor. Sem esquecer o aumento indiscriminado do quantitativo de padarias, registrando-se em algumas regiões menos de 50 metros de distância entre cada uma. No entanto, a maior competitividade acontece com os supermercados, principalmente porque os pães são utilizados por esses concorrentes somente para atrair a freguesia, realizando promoções especiais. Além das padarias clandestinas (ou fundo de quintal).

Sobre o perfil de consumo, o brasileiro está comendo mais pão, apesar de consumir pouco pão em relação aos outros países. Além das diferenças regionais, registando-se dados de consumo nas regiões Leste e Sul de cerca de 35kg, enquanto o Nordeste atinge 10kg.

Porém, o consumo de pão no Brasil é de 27kg anuais por pessoa e representa metade da porção recomendada por organismos de alimentação mundiais como a OMS – Organização Mundial da Saúde (ONU) – 60kg/capita/ano e da FAO – Food Agricultural Organization – 50kg/capita/ano.